Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Cabeça em água

Tudo bem... O azar veio para aqui armado aos cucos e ficou... Não sei se este tipo quer passar a quadra natalícia comigo, mas se assim é, estou tramada!

 

Ando com a cabeça em água, entre o meu emprego, que ninguém considera, já que acha tudo que estou para aqui de perna estendida ao sol (lá fora está a chover e um frio desgraçado, mas nem o ar condicionado pode estar ligado no quente para não estragar nada, por isso tenho as articulações dos dedos todas empedernidas), e a vida caseira (é tudo muito bonito e bom, mas é bem melhor para quem está de fora  e não tem de andar a correr de um lado para o outro), estou exausta! Até a porcaria da gata anda com o cio aos meses e não se cala nem de dia nem de noite, enquanto o enjoado (e capado) do gato fica a olhar como quem não entende lá muito bem o que ela quer...

 

Enfim... Sou uma incompreendida, está visto... Não... O mais provável é ser um monstro incompreensível e visceralmente incompreensivo! Isto não é mais que um desabafo exagerado, que eu no fim de contas estou é com uma crise de preguiça aguda, nível máximo III... Claro que eu no fundo se não faço é porque não quero e se deixo por fazer foi de propósito que eu bem vi que estava na data e não me lembrei só para ser chata... Também é verdade que digo deixa estar que eu faço, mas é tudo mentira que não faço nada, ando só aqui aos papéis para ver quem passa, porque os outros fazem logo sempre tudo por mim... E ainda mais flagrante, não tomo conta de nada nem de ninguém só para que me chamem a atenção e me preguem com sermões que é uma coisa que eu adoro!

 

Onde é que eu ando com a cabeça... No mínimo não lhe estou a dar a devida utilidade, não estou a permitir que se realizem sinapses só para ser do contra, que é a minha atitude favorita...

 

Enfim... O melhor é darem-me um desconto... Crédito já sei que ninguém me dá!

 

Por agora estou...: Assim a modos como quem vai...
A ouvir...: Apologize - One Republic
Foi... Com olhos de ver às 12:28
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Ano Bissexto

Não sou dada a superstições... Não acredito que os gatos pretos nos "enguiçam" o dia (senão não tinha logo dois), pouso a mala no chão porque sei que o dinheiro não tem pernas para fugir (mesmo que pareça), passo por baixo dos escadotes como se não houvesse amanhã...

 

Mas bolas! Este ano é mesmo Bissexto! Não há nada a fazer... É certo e sabido que é um ano de azar para a família! Nem vale a pena enunciar que entre um pedaço de um qualquer órgão, um joelho todo enfaixado, ainda há a má circulação, os problemas na cervical e aquelas dores nas costas que nem com o anti-inflamatório lá vão! Males de família!

 

Ainda bem que o ano já está perto do fim...

Por agora estou...: Num mau ano
Foi... Com olhos de ver às 15:13
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Desperdícios

 

"A vida é demasiado curta para que desperdicemos uma parte preciosa a fingirmos"

by Alfred de Vigny

 

Foi... Com olhos de ver às 12:23
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Hipocrisia

Hipocrisia que por aí andas perdida... Camuflada por amizades a que poucos dão valor, que grande parte ignora...

 

Verdade seja dita, estou saturada! Chega a um ponto que uma pessoa se cansa de confiar e acreditar nos supostos amigos... No fim de contas há uma percentagem elevada de falsidade, de omissão desnecessária, de falta de empenho, de dedicação... Ora bolas, sempre achei que a amizade era para se cultivar e fazer crescer! Não era para mingar ao sabor de dissabores... Pois muito bem! Chegou a minha vez de bater o pé! O número de amigos que, até à data, era, por si só, bastante reduzido, está a mirrar a olhos vistos... Agora, não quero que pensem que me dirijo indiscriminadamente a todos, a disparatar sem razão... Se por acaso não receberem qualquer aviso é porque muito provavelmente este post vos é dirigido. Em caso de reclamação estou disponível para responder!

 

Pois muito bem... Deixam cair a máscara, as pessoas afastam-se, criam-se incompatibilidades, mas estou desiludida... Bastante, para ser sincera. Uma coisa é no caso de um mero conhecido... Outra, completamente diferente, é um amigo, a quem contamos a nossa intimidade sem pudores.

 

Cada vez me convenço que cada um por si... O lema "Um por todos e Todos por um" só mesmo nos mosqueteiros. Já lá vai o tempo... Só que não vejo em que aspecto é que esse isolamento nos pode trazer benefício algum. Só um vazio enorme.

 

Mas se é assim que querem, assim será!

 

 

Por agora estou...: Contrariada
A ouvir...: So What - Pink
Foi... Com olhos de ver às 11:57
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

O TAMANHO 42 NÃO É PARA GORDAS

O TAMANHO 42 NÃO É PARA GORDAS... Pelo menos era o que dizia a capa do livro que a senhora que se sentou do outro lado dos bancos do metro ia empenhadíssima a ler... Até agora nada de especial, certo? Agora... Seria de imaginar  uma jovem esbelta e magra presa às páginas  do livro? Não... Claro que não... O 42 já lá ia atrás...Mas será que o facto de estar a ler um livro que diz que afinal não se está gorda, serve de estimulo? Dê uma justificação para se comer mais um pouco? Ou será que vai levar a uma luta desenfreada para ficar abaixo do maldito número, de conseguir comprar roupa numa loja dita "normal"?

 

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Descanso do Pessoal

 

Encerra aos Sábados e Domingos para descanso do pessoal (neste caso é Unipessoal).

 

Bom Fim-de-Semana!

 

 

A ouvir...: Lost! - Coldplay

Outras cores...

Não sou sempre negativa... A sério! Tudo bem, não parece... Mas que culpa tenho eu de gostar mais de cores escuras?... E depois há palavras que soam bem, mas que são sempre carregadas de amargura, também tenho essa noção...  Não há muito a fazer...

 

Em geral dá-me para a melancolia... Cinzenta! Mas não sou sempre assim... Também tenho um bocadinho de letras a preto e outras a branco... E vermelho... Não tenho tons claros...

Por agora estou...: Bloqueada
Foi... Com olhos de ver às 17:13
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Marasmo

 

Acabei agora de estalar os dedos das mãos... E o pescoço... E os cotovelos... As articulações rangem como um chão de tábua... Quem observe à distância até pode pensar que estou empenhada num qualquer projecto, lançada sobre o teclado, numa escrita corrida... Mas não se pode chamar bem projecto ao que aqui faço, pois não?  Escrevo essencialmente para espantar a monotonia, e aquela sensação de preguiça crescente... Escrevo para me manter acordada...

 

E como eu abomino estar assim... Há momentos em que apenas tenho as mãos apoiadas em cima da secretária, como quem espera... E espera... Mas sempre ouvi dizer que quem espera sempre alcança, mas também é mais do que certeiro que quem espera desespera... E este meu pré-desespero só me dá para duas coisas... Ou fico com sono... Ou então escrevo... Marasmo...

 

 

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Sou...

Sou... Normal!

 

Banal!

 

Acho eu...

 

Tenho dias bons, dias maus... São mais os que estou com um humor dúbio do que aqueles em que estou bem disposta...

 

Tenho a mania que sou respondona, mas não passa de uma agressividade muito mal contida...

 

Detesto o espírito gregário, muito especialmente nos transportes públicos... Não gosto de esperar, abomino os atrasos... Fico pior que estragada quando me mudam os planos sem avisar... Não gosto de ser mandada, comanda, manipulada... Quero ser eu a decidir... Mas são raras as excepções em que sou eu quem toma uma posição...

 

Posso ser afável, simpática e compreensiva, mas passo a maior parte do tempo desprendida...

 

Sei que sou egoísta, mimada e chorona... Num chorrilho pegado, mudo de humor e passo ao ataque sem ser atacada...

 

Nem sempre faço o que mais quero, uma vez que a preguiça se instala...

 

Aborrecem-me os erros, as gafes e os acordos ortográficos... Não gosto de política, muito menos de políticos, sinto-lhes asco...

 

Sou mais teimosa do que persistente... Casmurra será a expressão adequada!

 

Tenho dias em que não me apetece levantar... Em que não me quero mexer, tal é a vontade de permanecer numa letargia infindável...

 

Gostava de ser sarcástica, mas por vezes acho que sou só mais uma tresloucada meio gozona...

 

Passo a vida ansiosa, a sofrer por antecipação... Raio de mania, que não devia ter...

 

Tenho tendência para o caos, a confusão... É raro exprimir-me com a clareza pretendida...

 

Contudo devo ter qualquer coisa de bom... A dúvida é: O Quê? Qualquer coisa... Mas sou assim... Mas... Já chega de mim...

A ouvir...: Cyanide - Metallica
Foi... Com olhos de ver às 18:22
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Duplicidade

Hoje estou a ter um daqueles dias... Que me dão dores de cabeça!

 

Porquê?

 

Sei lá...

 

Não tenho nada a dizer... E no entanto uma vontade extrema de escrever, de comunicar, de me fazer ouvir (ou ler, é-me indiferente)... Mas não digo nada?
 

 

Agora vejo... Não tenho nada a dizer... Raio de bicho sou eu! Não entendo nem para onde olho, que vejo ou faço... Então... Nesse caso não vejo, mas acho... Se não vejo, porque teimo em olhar? Hey! Eu... Confusão habitual, o caos acomodado e acostumado a revolver-se, sem sinal de revolta... Entendo? Entendo!


Não tenho nada a dizer... Mas que infrutífera dualidade... Acho-me desdobrada e em mim a duplicidade de ninguém ter nada para dizer... Vazia demais... Claro que sim... Mas quase que não...

Mas mais um esforço, para explicar... Vá!
 

 

Está escuro, lá fora, já anoiteceu! No entanto, o que é que isso interessa para o caso? Ninguém quer saber disso para nada... Só lugares comuns, banalidades...
 

Estou sozinha! Será que continuo por aí aos caídos?... Contudo tenho tanta gente à minha volta, estou sempre rodeada de pessoas... Mas, por acaso presto realmente atenção a alguma coisa a alguém além de mim? E no meio de um duplicado que se reflecte num sítio qualquer descubro que não estou dentro do espelho, não me vejo... Estou sentada a olhar para mim, e não por mim, como uma louca... Imprimi as minhas frustações numa folha de papel químico...
 
Eu não sou egoísta, não sou mas és tu...

 

Foi... Com olhos de ver às 17:06
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Despropósito

A despropósito... Enraiveci-me e dei conta que rosnava, baixinho, é certo... Mas rosnava! Sentia o pulso vibrante na carótida, uma força bruta cerrava-me os maxilares. E tenho a certeza de que quem me olhava via, num tom já púrpura, os lábios apertados e os olhos arregalados.
 
Já não sabia ao certo a origem da minha posição, o que me tinha levado ao meu extremo, o verso da página em que sempre me escrevo. Estava assim... Encolerizada! E ai de quem se aproximasse, quanto mais que me tocasse. Possessa? Era isso? Não... Era mais como se o meu corpo se estivesse a descolar da pele e dos ossos, preparando-se para se arremessar de encontra a primeira parede que surgisse.
 
No fim de contas era só ausência de uma paciência que devia ser minha, que não tinha o que saber, nem mundo em seu torno para compreender...
 
Era só eu que, a despropósito, me enraiveci e rosnei baixinho...

Foi... Com olhos de ver às 16:53
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Inspiração Egoísta ou Quem sou?

 

'A inspiração é o processo de sugar o ar para dentro do organismo, para depois liberá-lo para fora do corpo através da expiração.' From Wikipédia

Não será esta a inspiração que procuro, não pretendo falar sobre parte da mecânica da respiração. No entanto, faz sentido... É o processo que nos enche o peito de ar, oxigena o sangue e nos permite viver... Contudo procuro outra Inspiração... Divina? Terrena? Que importa? Preciso de uma lufada de magia (quem disser que não acredita em magia, por certo mente ou então está demasiado desiludido consigo próprio, para se permitir um momento de deslumbramento...), preciso de um golpe de sorte, para escrever (Aqui? Pode ser?)...  O que pretendo é uma forma simples, mas eficaz de me revelar, sem no entanto me mostrar... Um meio light de saber quem sou... Porque afinal de contas é aí que reside a verdadeira questão da... Inspiração? Quem sou? Talvez depois de me conhecer ela chegue sem se fazer notar... Mas sendo assim é necessário esperar... É que ainda não sei bem... Quem sou? Talvez se me sentar aqui, frente a frente com as letras, me ocorra a resposta, num rasgo brilhante de lucidez... Ou talvez não... É uma questão de persistir! Porque sem Inspiração, Quem sou?
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Foi... Com olhos de ver às 12:00
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Miséria

Até que ponto a miséria me surpreende?

Creio que o limite é ténue e muito próximo do infinito.

A pele arrepia-se por um segundo... Mas o sentimento que fica é de tal modo vago, tosco que mal me apercebo... E para quê dar conta? A distância que me separa da miséria dos outros é curta... A qualquer momento o mundo pode tombar e desabar em mim. No fim de contas, que sei eu de miséria... Não a sei definir, não tenho como a identificar... Claro que posso reconhecer o mendigo e o pedinte... Mas serão esses os únicos miseráveis? Será que a desgraça se resume a roupas escuras e andrajosas, pele suja e cheiro pestilento? Não há miseráveis de pele limpa e hidratada?
Quando me dou conta, já estou a olhar para todas as pessoas que me rodeiam, inquirindo como serão por dentro, de que são feitas, se padecem ou se se anularam... A rapariga que distraidamente mete o indicador (acusador) narina adentro, o miúdo que se penteia constantemente mirando o reflexo no vidro do metro, a senhora que teima em arranjar lugar sentado... Até a rapariga com nítido excesso de peso que declina, com a delicadeza que no momento consegue encontrar dentro de si, o lugar sentado... “A Senhora está grávida, sente-se”... “Não obrigada... Eu não estou grávida!”... “Ah... Desculpe, sim?”... Miséria? Inodora... Incolor...

Sem querer, sem me aperceber, sigo por todos os espaços de ideias fixas... Descobrir se os outros conhecem a sua desgraça... Talvez seja a forma mais segura de me precaver e prevenir a minha...
Uma mulher grita do outro lado da rua, mas não entendo o que diz... E o dia já está no fim, os candeeiros já estão acesos... Discussão entre um casal de idosos... Dó... Ele ameaça bater-lhe, chama-lhe nomes horrendos... Ela calada... Levanta o chapéu de chuva e acerta-lhe na fonte... Uma mão qualquer segura-a, ele escorre sangue da testa... “Por favor... Os senhores deviam respeitar-se um ao outro... Deviam ser o amparo um do outro”... “Não se meta.!”... Curioso... O único andrajoso que vi, não me pareceu miserável... Estava bêbado, sim... Mas ria-se...

Passo mais uma esquina antes da estação de comboios... Mulheres de quarentas piscam o olho a um rebarbado qualquer... Nojo... Mas não delas...

Miséria? Não sei o que é... Mas começo a ter medo... Não vá um dia o mundo tombar e desabar em mim.

 

A ouvir...: Respect - Aretha Franklin
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Foi... Com olhos de ver às 17:39
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Sem Paciência

Já nem tenho noção de há quantas horas estou sentada na mesma posição... Mas não sei mesmo... Estou moída, rabugenta, sem paciência, farta, cansada, aborrecida e pelo andar da carruagem redundante, entediante e repetitiva...

 

Bolas... São dias como o de hoje, em que passo horas absorvida a fazer nem eu sei bem o quê, que me apercebo melhor de como é monótona a minha Vidinha.. Sim, Vidinha! Como Mulherzinha, Coitadinha, Pobrezinha e outras "inhas" que há para aí... E então? Vou fazer alguma coisa para mudar isso? Não... Sim...

 

Tenho de mudar umas quantas coisas.. Ponderar como deve de ser e criar estratégias de luta para alcançar os meus supostos objectivos!

 

Agora a olhar para a afirmação anterior até parece mesmo que estou decidida e emprenhada. Até me faz impressão.

 

Já me estou a imaginar... Sentada na mesma posição que estive até aqui...

Por agora estou...: Rabugenta

Regresso a Casa

Quando no regresso a casa, cansados de tudo e mais alguma coisa, nos vemos confrontados com a tremenda demanda do percurso nos transportes públicos, confesso... Quase que tenho vontade de ficar onde estou... Sei perfeitamente que entre 2.ª e 6.ª feira o o retorno ao ciclo vicioso de casa/trabalho/casa me vai torturar... Seria bem menos penoso ficar e dormir entre a cadeira e a secretária, bem colada à unidade do computador para servir de amparo... Mas não... Eu e mais uns quantos entramos e saímos dos transportes, suportamos o suor dos outros entre um jornal gratuito e uma miradela ao vizinho do lado...
Cansativo, não?

Foi... Com olhos de ver às 16:41
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Quem sou eu...

Bisbilhotar por aqui...

 

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Narizes empinados

Ajudar a Marta

Café e água das pedras

Sentou-se e esperou

Cor-de-Rosa

Senhor da mercearia

Mais um dia

Desafio... Venha ele...

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...

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Cinza

Nothing to hang on

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Indiferenciado V

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